Tratamentos Estéticos
Tipos de olheiras: como identificar a sua e como tratar cada uma

Existem três tipos principais de olheira, e cada um pede um tratamento diferente. A pigmentar é mancha de melanina, em tom marrom. A vascular é o vaso aparecendo sob uma pele fina, em tom roxo ou azulado. A funda é sombra causada por perda de volume, não cor. O mesmo rosto pode ter mais de um tipo ao mesmo tempo.
Se você já gastou dinheiro com creme para olheira e nada mudou, a explicação provavelmente é simples: o creme tratava cor, e o seu problema era sombra. Nenhum produto clareia uma sombra.
Quais são os tipos de olheiras?
São três, classificados pela causa, e é a causa que decide o tratamento:
- Pigmentar: excesso de melanina na pele abaixo do olho. Tom marrom ou acastanhado, mais comum em peles morenas e em quem tem histórico na família.
- Vascular: vasos sanguíneos visíveis através de uma pele muito fina. Tom roxo ou azulado, que piora com cansaço, noite mal dormida e nariz congestionado.
- Funda, ou estrutural: sombra criada pela perda de volume logo abaixo do olho, na região chamada goteira lacrimal. Não é cor, é relevo.
Existe ainda a mista, que junta duas ou três causas. É a mais frequente depois dos 35 anos, e é por isso que um tratamento único raramente resolve sozinho.
Tipos de olheiras: como identificar a sua
Três testes feitos em frente ao espelho, com boa luz, dão uma boa pista:
- Estique a pele. Puxe de leve a pele abaixo do olho para o lado. Se a cor clareia, há componente vascular. Se continua igual, o pigmento está na própria pele.
- Mude a luz. Olhe com a luz vindo de cima e depois de frente. Se a marca quase some com a luz de frente, ela é sombra, portanto funda.
- Incline a cabeça para trás. Se a marca suaviza quando você olha para cima, o relevo é o protagonista.
Os testes indicam, não diagnosticam. A combinação exata de causas, e o peso de cada uma, é o que a avaliação define.
Olheiras: o que causa
A maior parte das olheiras tem origem genética e anatômica. A espessura da pele, a quantidade de pigmento e o formato do osso ao redor do olho são herdados. Sobre essa base, alguns fatores intensificam a marca:
- Sono insuficiente e cansaço, que deixam a circulação mais visível.
- Exposição ao sol, que escurece o tipo pigmentar.
- Alergia e rinite, que congestionam os vasos da região.
- Envelhecimento, que afina a pele e reduz o volume abaixo dos olhos.
- O hábito de coçar e esfregar os olhos, que inflama e escurece a pele com o tempo.
Olheira funda: o que fazer
Olheira funda é sombra, e sombra só se trata devolvendo o relevo que se perdeu. Com os anos, o volume logo abaixo do olho diminui, a transição entre a pálpebra e a bochecha se aprofunda e forma uma linha escura que nenhum clareador alcança.
Por isso ela responde a reposição de sustentação, não a creme. E a reposição precisa ser feita com precisão e em quantidade pequena: a região é das mais delicadas do rosto, e excesso ali aparece mais do que em qualquer outro lugar.
Olheira roxa e vascular: por que aparece
A pele abaixo dos olhos é das mais finas do corpo. Quando ela é fina demais, ou quando os vasos estão mais dilatados, o sangue que passa ali fica visível em tom arroxeado. Esse tipo oscila: piora de manhã, em dias de cansaço e em crises de rinite, e melhora ao longo do dia.
Como o problema é a transparência da pele, o tratamento busca espessar e firmar essa pele, e não clarear uma mancha que não existe.
Olheira funda e escura: quando há duas causas
É a combinação mais comum depois dos 35 anos. A perda de volume cria a sombra e, na mesma área, o pigmento ou os vasos escurecem a pele. Tratar só uma das causas melhora pela metade, e fica a impressão de que o tratamento não funcionou. A ordem costuma ser devolver o relevo primeiro e tratar a cor depois.
Olheira pode ser sinal de doença?
Na grande maioria dos casos, não: ela costuma ser genética e anatômica. Mas ela pode estar ligada a algumas condições que valem investigação, principalmente quando aparece de repente ou vem junto com outros sintomas:
- Rinite e alergia: o nariz congestionado dificulta o retorno do sangue da região e escurece a pele.
- Anemia e falta de ferro: a pele mais pálida deixa os vasos mais evidentes.
- Retenção de líquido e alterações hormonais, quando há inchaço junto.
Se ela surgiu há pouco tempo e veio acompanhada de cansaço persistente, palidez, inchaço ou falta de ar, a investigação médica vem antes de qualquer tratamento estético.
Olheiras inchadas: é a mesma coisa?
Não. Olheira é cor ou sombra. Inchaço abaixo dos olhos é outra coisa: pode ser retenção de líquido, que melhora ao longo do dia, ou bolsa de gordura da pálpebra, que é permanente e fica mais evidente com a idade. A bolsa não se trata como olheira, e em alguns casos a indicação é cirúrgica.
Olheiras: como tratar em casa
Cuidado em casa ajuda, mas cada medida alcança um tipo diferente:
- Protetor solar na região dos olhos, todos os dias. Impede que o pigmento escureça.
- Compressa fria pela manhã. Reduz o inchaço e a aparência vascular por algumas horas.
- Creme com ativos clareadores e antioxidantes, que ajudam no tipo pigmentar com uso contínuo.
- Sono regular e tratamento da rinite, que diminuem o componente vascular.
- Parar de coçar os olhos, hábito que escurece a pele aos poucos.
O que nenhuma medida caseira alcança é a sombra. Não existe creme que devolva volume.
Tipos de olheiras e corretivos
Enquanto o tratamento não acontece, a maquiagem certa disfarça bem, e a escolha depende do tipo:
- Olheira roxa ou azulada: corretivo de tom pêssego ou alaranjado, que neutraliza o azul.
- Marrom: corretivo de tom salmão ou levemente rosado.
- Funda: iluminador só no fundo do sulco, nunca espalhado. Luz no lugar errado evidencia o relevo em vez de disfarçar.
Olheiras: como tratar
O tratamento é escolhido pela causa, e no quadro misto os caminhos se combinam:
- Pigmentar:clareadores, proteção solar e tecnologias que reduzem o pigmento.
- Vascular:tecnologias que estimulam colágeno e espessam a pele, deixando o vaso menos visível.
- Funda:reposição de sustentação na goteira lacrimal, com precisão e em pequena quantidade.
- Qualidade da pele:hidratação profunda e regeneração, que melhoram o aspecto de pele fina e cansada.
Como a Bellaris trata olheiras
A conduta começa pela pergunta que decide tudo: qual é a causa da sua olheira, ou qual é o peso de cada causa. A partir dela, o tratamento para olheiras combina recursos diferentes:
- Causa vascular ou pigmentar: laser e Jato de Plasma, que atuam na cor e na firmeza da pele ao redor dos olhos. O Jato de Plasma pede de 1 a 3 sessões.
- Causa de volume: ácido hialurônico, que repõe a sustentação e suaviza a sombra. Em geral uma sessão, com retoques futuros.
- Regeneração: PDRN, de 3 a 5 sessões, para a qualidade da pele fina da região.
- Hidratação e textura: Skinbooster, de 2 a 3 sessões, quando a pele está cansada e desidratada.
Preenchimento de olheira: quando vale a pena
Vale quando a olheira é funda, ou quando a sombra é a parte principal de um quadro misto. Não vale quando ela é só pigmentar ou só vascular: o volume não muda a cor e ainda pode criar um relevo que não existia.
É também a região que menos perdoa excesso. O objetivo é suavizar a sombra, não preencher o sulco até ficar liso, e quem planeja pela quantidade mínima entrega o resultado mais natural.
Quanto custa tratar olheiras
Depende da causa, e por isso não existe preço único de tratamento de olheira. A funda costuma se resolver com menos sessões; a pigmentar e a vascular pedem sequência; a mista combina as duas coisas.
Na Bellaris, o valor sai na avaliação, no plano por escrito, com o tratamento inteiro e não por sessão. O orçamento fechado ali é o final, e o retorno de controle já está incluído.
Como é a avaliação para olheiras
Uma hora, presencial. A região é observada com luzes diferentes, em repouso e em movimento, para separar o que é cor, o que é vaso e o que é sombra antes de indicar qualquer procedimento. Quando fizer sentido para você, a avaliação pode virar o primeiro passo do tratamento no mesmo dia.
Você sabe qual produto e qual marca são usados, e o procedimento é feito pela mesma profissional que avaliou. Se o seu caso não for do tipo que o procedimento procurado resolve, isso é dito ali.
Dúvidas frequentes
Depende do tipo. A funda pode ser corrigida de forma duradoura com reposição de sustentação. A pigmentar e a vascular são controladas e tendem a voltar sem proteção e manutenção, porque a causa genética continua.
Varia com o recurso. A reposição de volume dura, em geral, de 6 a 18 meses. Os tratamentos de pigmento e de qualidade de pele dependem de manutenção e de proteção solar.
Sim, e na maioria dos casos é. A espessura da pele, a quantidade de pigmento e o formato do osso ao redor dos olhos são herdados. Por isso ela aparece em crianças e em quem dorme bem.
Tratamento estético não se aplica. Em criança, costuma ser genética ou ligada a rinite e alergia. Se ela é marcada e vem com nariz entupido, respiração pela boca ou cansaço, vale levar ao pediatra.
Melhora a vascular, que piora com cansaço. Não muda a pigmentar nem a funda, que têm causa genética e anatômica.
São condições diferentes, mas podem conviver no mesmo rosto, e as duas pedem proteção solar diária. Veja também melasma tem cura?
Conteúdo desenvolvido por Dra. Ana Karla Pereira
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